Projeto Alumiar em Arcoverde contou com apresentação em Libras por estudantes da Escola Freire Filho


O auditório da Secretaria de Educação e Esportes de Arcoverde recebeu, na manhã desta sexta-feira, 13 de dezembro, o segundo e último dia de sessões gratuitas com acessibilidade comunicacional, através do Projeto Alumiar de Cinema Acessível. A iniciativa foi aberta com apresentação em formato de Libras, promovida por estudantes da Escola Freire Filho, contando com as presenças da coordenadora da instituição municipal de ensino, Luedja Rodrigues, além das professoras Silvinha, Maria José, e dos representantes da Fundação Joaquim Nabuco, Juliana e Túlio Rodrigues, que falaram um pouco para os participantes sobre a iniciativa de exibições com recursos da Audiodescrição (para pessoas com deficiência visual), contando ainda com a Janela de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE), para pessoas com deficiência auditiva. Em Arcoverde, o Alumiar na Estrada contou com o apoio das secretarias municipais de Cultura e Comunicação, e de Educação e Esportes.

Fazendo as saudações, a secretária municipal de Educação e Esportes, Zulmira Cavalcanti, abordou o trabalho de coral dos alunos. “Essa turma de estudantes da Escola Freire Filho organizou ao longo deste semestre, esse Projeto de Natal. E dentro da escola foi trabalhado através da inclusão, línguas e sinais gestuais. Com isso, após o trabalho, por iniciativa da professora Silvinha, surgiu a ideia para que fosse criado então um coral em língua de sinais. E assim foi fazendo o maior sucesso. Eles estão sendo convidados para todos os lugares de Arcoverde, como a UPAE, Mens Santa e Igreja do São Geraldo, e nós estamos muito felizes com a realização deste trabalho”, explicou a secretária.




O coral interpretou na ocasião especial as canções Noite Feliz/Stille Nacht, de Franz Gruber, e ‘Sonda-me, usa-me Senhor’, de Aline Barros. Após a apresentação, foi exibido o filme ‘O Auto da Compadecida’, de Guel Arraes. Além de Arcoverde, o projeto também vem percorrendo as cidades de Caruaru, Garanhuns, Nazaré da Mata e o Cinema da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, no Recife, fazendo com que as pessoas com deficiência de cada cidade possa assistir a um filme brasileiro com independência e autonomia, cumprindo assim, a Lei Brasileira de Inclusão que indica que todas as atividades e equipamentos culturais precisam oferecer acessibilidade, além de contribuir para a formação de um novo público para o cinema e para a cultura de um modo geral, diretrizes fundamentais do Projeto Alumiar e da Fundação Joaquim Nabuco.




O Projeto Alumiar já tornou acessível 21 filmes brasileiros com os recursos e exibiu, quinzenalmente e gratuitamente, todos os filmes para uma plateia com e sem deficiência nas duas salas do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, localizadas nos bairros do Derby e de Casa Forte, na capital pernambucana, totalizando quase 3.000 pessoas.