Presos em rinha de cães são levados para custódia em Mairiporã (SP)

Os 40 presos na rinha internacional de cachorros são levados na manhã desta segunda-feira (16) para a audiência de custódia que será no Fórum de Mairiporã, na Grande São Paulo. Um policial militar detido já foi levado para o Presídio Romão Gomes, na zona norte da capital. Entre os presos, está um veterinário, que aplicava medicamentos nos animais para que eles tivessem condições de voltar para a briga. As informações são da Record TV

Os presos passaram a noite na carceragem do 77º DP (Santa Cecília) e agora são levados em viaturas da polícia para o fórum. Os suspeitos vão responder por maus-tratos, formação de quadrilha e por estimular jogo de azar. 



O crime ocorria em uma chácara na cidade de Mairiporã. No local, havia um  animal morto e outro que foi assado. A carne do animal, segundo a investigação, seria usada para instigar os pitbulls que estavam lutando.  

A polícia apreendeu diversos celulares para averiguar se as rinhas eram transmitidas ao vivo pela internet, já que a suspeita é de que o grupo se articulava pelas redes. Os policiais também encontraram uma listagem de confrontos e informações sobre os animais e donos dos pitbulls.

Dois adolescentes de 12 e 14 anos foram apreendidos e um homem permanece foragido. O pai tinha guarda compartilhada deles e alegou para mãe que ia para praia. Quando a polícia chegou, o pai entrou na mata e fugiu. Depois, ligou para a mãe das crianças para buscá-las na delegacia. Ele será responsável por abandono de incapaz.



A PM informou, em nota, que, se comprovada a participação do policial militar, haverá punição.

No sítio, também foram apreendidos troféus e camisetas com a listagem das competições.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), entre os presos há estrangeiros: um americano, dois peruanos e dois mexicanos. "Os animais foram resgatados e mantidos sob escolta policial, aguardando transferência para um local adequado".


Investigação

Segundo o delegado responsável pelo caso, a Polícia Civil do Paraná investigava a rinha há mais de quatro meses. Um criador paranaense estava sendo rastreado. Por mensagens de WhatsApp, os agentes de segurança descobriram o local da rinha, onde a Polícia Civil paulista chegou.

A principal pista veio de uma denúncia anônima, segundo a qual um treinador de cães estaria preparando um animal para a competição internacional, marcada para o fim de semana, em Mairiporã.