Polícia Federal deflagra operações de combate a pornografia infantil no estado e prende suspeitos




A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (21), duas operações para combater a pornografia infantil na internet e para prender um suspeito de estuprar uma criança. Três pessoas foram presas.


Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Feira Nova e Gravatá, no Agreste, e Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, no Grande Recife.


Para a primeira operação, denominada Help X, a PF iniciou as investigações em 2020, através de informações repassadas pelo Centro Nacional de Exploração Infantil da Polícia do Canadá.


As denúncias eram sobre uma suposta distribuição de imagens de cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, com dados de usuários brasileiros responsáveis pelo envio do material.


De acordo com a PF, o compartilhamento teria partido dos municípios de Feira Nova e Gravatá. As mensagens eram enviadas em aplicativos de mensagens.


Depois da quebra do sigilo, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos para apreender computadores, celulares, notebooks e outras mídias que podem armazenar imagens e vídeos de pornografia infantil.



Durante as buscas, a PF encontrou, por meio de perícia preliminar, material envolvendo pornografia infantil.


Os donos dos aparelhos foram presos pelo crime de adquirir, possuir ou armazenar fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. A pena varia de um a quatro anos de reclusão.


Já na segunda operação, denominada Infância Resgatada, as investigações tiveram início em 2020 após o repasse de informações pelo National Center for Missing and Exploited Children, nos Estados Unidos.


A organização não-governamental centraliza o recebimento de denúncias sobre crimes relacionados a abuso sexual infantil e desaparecimento de crianças.


Segundo a PF, foram registradas 32 ocorrências envolvendo suspeita de exploração sexual infantil por meio da internet, em um celular de uma única pessoa.


Durante a investigação, iniciada no Núcleo de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil pela Internet, em Brasília, foi identificada uma criança que teria sido vítima de abuso sexual, enteada do homem suspeito de cometer o crime.


Diante disso, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Muro Alto, em Ipojuca, e em Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, nos endereços residencial e profissional do suspeito. A PF apreendeu mídias com potencial de armazenamento de imagens e vídeos contendo pornografia infantil.


Ao homem preso, foram atribuídos os crimes de produção, compartilhamento e armazenamento de conteúdo pornográfico infantil, além de estupro de vulnerável. Se somadas, as penas podem variar entre quatro e 16 anos de reclusão.