• Zilma Leite

Pastor que chamou Covid-19 de histeria coletiva morre após contrair doença nos EUA


O pastor norte-americano, Landon Spradlin, que chamou o novo coronavírus de ‘histeria coletiva’, morreu na última quarta-feira (26). Segundo a ABC, ele morreu, aos 66 anos, devido a complicações da Covid-19, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

A declaração polêmica do músico religioso foi dada dias antes dos sintomas da doença serem manifestados. Landon também chegou a compartilhar informações falsas sobre a Covid-19.

Landon Spradlin compartilhou uma publicação enganosa com dados fora de contexto no seu perfil do Facebook. A imagem foi censurada pela rede social por conter "informação parcialmente falsa".

"Presidente: Donald Trump. Covid-19/coronavírus. Casos nos EUA: 1329 Mortes nos EUA: 38. Nível de pânico: histeria em massa." E, em seguida, vem uma comparação com o governo de Barack Obama. "Presidente: Obama. Vírus H1N1. Casos nos EUA: 60,8 milhões Mortes nos EUA: 12469. Nível de pânico: Totalmente frio.", constava na postagem.

O texto foi compartilhado com a seguinte indagação: "Todos vocês veem como a mídia pode manipular suas vidas?". Ainda de acordo com o jornal ABC, o pastor norte-americano acreditava que a doença não era tão perigosa quanto está sendo noticiada pela mídia mundial. Spradlin acreditava ainda que os veículos usavam a doença para atacar o presidente Donald Trump.

O músico religioso passou mal no último dia 17, foi levado para o hospital, onde foi diagnosticado com pneumonia nos dois pulmões. Spradlin foi submetido ao teste do novo coronavírus, que teve resultado positivo.

No dia seguinte, o estado de saúde do pastor se agravou. Ele chegou a ser sedado, mas não resistiu aos sintomas. Outras nove pessoas morreram por complicações relacionadas à Covid-19 na Virgínia.