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Papa Francisco testa negativo para coronavírus


O papa Francisco, que cancelou a participação em um retiro espiritual fora de Roma por um resfriado, apresentou resultado negativo em um exame para detectar uma possível infecção com o novo coronavírus nesta terça-feira (3), segundo imprensa da Itália.

Questionadas pela AFP, fontes do Vaticano consideraram "improvável" a publicação de um boletim de saúde do chefe da Igreja Católica.

"Não há evidências que nos levem a diagnosticar outra coisa senão uma leve indisposição", disse o porta-voz do Vaticano Matteo Bruni à AFP no domingo, em resposta a inúmeras perguntas da imprensa em meio à epidemia de coronavírus.

A Itália registrou 52 mortes e mais de 2.000 casos de contágio, cerca de metade dos quais sem sintomas ou doença.

O papa anunciou no domingo que não participaria de um retiro espiritual de seis dias com a Cúria em Ariccia, sul de Roma, devido a um "resfriado".

Ele explicou que faria os "exercícios espirituais" de sua residência na Cidade do Vaticano.

Durante a oração do Angelus e dirigindo-se aos fiéis no domingo, o papa de 83 anos teve que parar duas vezes devido a acessos de tosse.

Depois da audiência geral celebrada ao ar livre na última quarta-feira, ele cancelou suas audiências públicas agendadas para quinta e sexta-feira. Agora tem realizado apenas reuniões privadas.

Nesta terça-feira, o Vaticano enviou, como de costume, os formulários de credenciamento de imprensa para os eventos dos próximos dias, incluindo o Angelus no próximo domingo, onde a presença papal é anunciada.

A Santa Sé também transmitiu uma mensagem de vídeo, pré-gravada em data não revelada - provavelmente há vários meses -, na qual Francisco recorda o conteúdo de sua encíclica "Laudato Si", sobre a preservação do planeta e de seus habitantes: "Renovo meu apelo urgente para responder à crise ecológica", declara o papa.

Na quarta passada, para a audiência geral, e depois no domingo, a multidão era menos numerosa do que a habitual na Praça São Pedro em razão da crise de coronavírus que dissuade os peregrinos de todo o mundo a viajar à Itália.

Dentro do pequeno Estado do Vaticano, onde também vive o papa emérito Bento XVI, de 92 anos, os controles foram reforçados.

Os funcionários que trabalham em contato com os turistas deverão usar máscaras e luvas, de acordo com o jornal Messaggero.

Os guardas suíços e a gendarmaria do Vaticano, que monitoram as entradas a pé ou de carro, reforçaram os controles nos cinco acessos à Santa Sé, escreveu o jornal La Stampa.

O escritório de um padre francês que trabalha no dicastério da Comunicação do Vaticano também foi desinfetado nesta segunda-feira, após a quarentena de sua comunidade de vinte padres da igreja de Saint-Louis-des-Français.

Todos os padres de Saint-Louis, incluindo o membro do dicastério, foram confinados por precaução, depois de terem entrado em contato com um pároco que retornou a Paris em meados de fevereiro e depois testou positivo para o coronavírus.

As informações sobre o dicastério da Comunicação apareceram em uma carta interna, que vazou para a imprensa. "Nosso colega está bem e não apresenta sintomas", afirmou o texto.