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MPPE pede aumento de pena para viúva de médico morto em Aldeia

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) impetrou recurso na Justiça solicitando o aumento da pena de prisão para a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, 55 anos, condenada pelo assassinato e ocultação do cadáver do marido, o médico cardiologista Denirson Paes da Silva, 54. O crime ocorreu na madrugada do dia 31 de maio do ano passado, no condomínio de luxo onde o casal vivia em Aldeia, Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.

O júri popular, no último dia 05, condenou Jussara Paes por unanimidade. A juíza Marília Falcone determinou uma pena de 17 anos e nove meses por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais um ano e 11 meses de reclusão pela ocultação de cadáver do médico. No total, 19 anos e oito meses em regime fechado.

No recurso de apelação, o MPPE pediu que seja revisada a dosimetria da pena, fazendo incluir a personalidade do agente como desfavorável a ré em ambos os crimes. O processo vai ser encaminhado pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Camaragibe para análise do recurso em segunda instância. Antes, foi aberto prazo de dez dias para que a defesa de Jussara se pronuncie sobre o assunto.

O advogado da viúva, Rafael Nunes, informou que vai recorrer da sentença. Segundo ele, o crime foi cometido em legítima defesa. O advogado afirmou, em juízo, que Jussara sofria agressões e humilhações do marido – o que, de acordo com a polícia, não foi comprovado. Após a leitura da sentença que condenou a viúva, o advogado também disse que “a pena foi alta demais”. Jussara segue presa na Colônia Penal Feminina do Recife.