Mês de agosto marca campanha de conscientização da amamentação


Neste mês de agosto, é celebrado o “Agosto Dourado”, que traz a importância do aleitamento materno. De acordo com dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), o índice de aleitamento materno cresceu de forma expressiva no Brasil nos últimos 14 anos.


No País, 60% das crianças de até quatro meses recebem amamentação exclusiva atualmente. O aumento é 15 vezes maior do que era no ano de 2006. Em bebês com até seis meses, o número é de 45,7%, que representa um avanço de 8,6 vezes no mesmo período. Mais da metade das crianças brasileiras, 53%, continuam a ser amamentadas durante o primeiro ano de vida. 

A fase de amamentação cria laços fortes entre mãe e bebê. O leite materno tem componentes fundamentais e suficientes para a saúde da criança. O bebê somente precisa desse leite para uma alimentação completa.

A coordenadora de aleitamento materno da Secretaria Estadual de Saúde, Marília Macedo, fala sobre as vantagens do leite materno. “Ele possui água, possui proteínas, anticorpos para esse bebê, vitaminas, todas as substâncias que a criança necessita para o seu desenvolvimento e crescimento.” 

A amamentação é importante para o indivíduo para o resto da vida, e também para a saúde da mãe. “A criança que ela é amamentada, a probabilidade dela mais velha, enquanto jovem e adulta desenvolver obesidade é menor. A criança ela é protegida também de casos respiratórios e alérgicos. A mãe que ela amamenta, além dela ajudar a perder o peso que ela adquiriu, ela também se previne contra o câncer. Principalmente contra o câncer de mama e de ovário”, afirma Marília.


Mesmo trazendo vários benefícios  para as crianças e mães, às vezes o processo tem alguns desafios. “Amamentar é uma das partes mais maravilhosas de ser mãe, mas até chegar a essa maravilha toda, é muito sofrimento. Adaptação, os horários que se acordam de madrugada, peito fere. Era com uma lágrima descendo que eu colocava Malu para mamar, eu chega me arrepiava de dor. Mas, graças a Deus essa fase passou e veio toda a parte boa”, destacou Michelle Assunção, mãe de Malu, de 3 anos.


Por:RádioJornal