'Gatonet de lives' engana fãs de sertanejos e rouba doações de combate ao coronavírus


Muita gente que só queria ver uma livezinha tranquilamente, durante o isolamento social por causa da pandemia da Covid-19, acabou sendo vítima de um golpe. Criminosos criaram uma "gatonet de lives" e vêm tentando roubar dinheiro de fãs.

  • Desde a primeira live de Gusttavo Lima, no dia 28 de março de 2020, começaram a aparecer lives fakes;

  • São canais do YouTube que reproduzem o sinal ao vivo da live oficial;

  • Em um primeiro momento, esses canais fakes só roubavam audiência dos artistas;

  • Mas, nas lives entre 10 e 12 de abril, essas lives piratas divulgaram dados falsos para receber doações que seriam destinadas a famílias afetadas pela pandemia.

O G1 foi atrás dos sertanejos, das gravadoras e do YouTube para entender se havia alguma forma de coibir isso. Segundo eles, a partir do fim de semana seguinte (17 a 19 de abril) as lives piratas começaram a desaparecer.

Segundo a produção de alguns dos principais artistas do estilo, essas lives falsas chegaram a ter picos de mais de 1,5 milhão de views simultâneos.

Presidente da Universal, gravadora de artistas com lives de sucesso como Bruno e Marrone, Paulo Lima explica que nos últimos dias não foram mais encontradas lives piratas.

"Nós trabalhamos com o YouTube para derrubar essas lives. O YouTube implementou um sistema automático para derrubar todas essas retransmissões ilegais. Esperamos que isso logo acabe", diz Lima.



O que diz o YouTube

O YouTube disse que todo o conteúdo disponível no site deve estar de acordo com as políticas deles, que proíbem o uso indevido de conteúdo de terceiros.

"Reivindicações relacionadas a direitos autorais cabem aos proprietários do material e o YouTube oferece diversas ferramentas", diz o site, por meio de nota.

Segundo o YouTube, eles têm trabalhado com artistas e gravadoras para explicar o uso desses recursos e para dar agilidade a denúncias relacionadas a retransmissões não autorizadas.