Em 10 anos, situação da baixa renda só fez piorar. Milhões de famílias ficaram mais pobres, saindo d

A família de Marcone da Silva e Cláudia Matias ficou mais pobre. Desempregado há 8 meses e sem conseguir uma nova colocação na pandemia da covid-19, o ex-porteiro viu sua renda encolher. Antes, ele, a esposa e os nove filhos viviam com pouco mais de um salário mínimo, complementado pelo Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família) de R$ 253. Agora, a única renda é o auxílio de R$ 400, reforçado pelos bicos que Marcone faz. A história do casal, morador da comunidade do Bode, no Pina, é um recorte da realidade brasileira. Nos últimos 10 anos, o País empobreceu.



Levantamento da Tendências Consultoria, baseado no relatório 'Classes de Renda e Consumo no Brasil", mostra que mais da metade da população brasileira (51%) integra as classes D e E. Há 10 anos, em 2012, esse percentual era de 48,7%. Isso quer dizer que; 37,7 milhões de domicílios têm renda mensal de, no máximo, R$ 2,8 mil. O fenômeno das famílias migrando das classes D e E para a C, que turbinou o consumo no País durante anos sofreu uma inversão. Agora são as pessoas da classe C que estão sendo empurradas de volta à classificação D e E.

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