Covid-19 exclui trabalhador de plano de saúde após demissão por paralisação das empresas


Ao menos 172,7 mil brasileiros deixaram de ter a cobertura de planos de saúde durante a pandemia da covid-19 devido ao processo de demissões com a paralisação das empresas entre fevereiro e maio último.

Segundo um relatório de acompanhamento do Instituto de Saúde Suplementar, houve uma queda de 0,3% no período.

Também saíram do sistema 51,3 mil pessoas que pagavam planos de saúde individual ou familiar. Em maio, o Brasil teve uma queda de -0,5% com 212.702 vínculos a menos, atingindo a marca de 46.829.760 de pessoas com esse tipo de cobertura médico-hospitalar. A taxa de cobertura nacional (Mai/20) caiu para apenas 22,1% da população.

Num país que tem 37,8 milhões (80,7%) de beneficiários protegidos por planos médico-hospitalares e possuíam um plano coletivo pagos pelas empresas, o número acaba sendo um reflexo do que aconteceu no Brasil por força da covid-19. Hoje o brasil tem 16,4% do tipo coletivo por adesão.


Pernambuco, que tinha um número de 1.329.000 segurados por planos de saúde, perdeu 6.594. No Nordeste, que tem hoje 6.539.181 pessoas protegidas com planos de saúde, a perda foi de 34.986 pessoas.

Segundo o IESS, o saldo mensal de Maio/2019 a Maio/2020 e total de beneficiários de planos médico-hospitalares em Abril/19 e Maio/20 foi de 212.702 pessoas.

Mas o número embute um impacto muito grande nas empresas que ficaram paradas e demitiram e, por consequência, deixaram os seus ex-empregados aos cuidados do SUS. E a maior queda se deu em maio quando se agravaram as demissões.

No Brasil, enquanto as empresas que trabalham com medicina de grupo (que cobrem 18,2 milhões de pessoas) estão perdendo negócios, as cooperativas médicas estão ganhando espaço no setor.


Em maio, elas eram o abrigo de 17,2 milhões de trabalhadores e no período de fevereiro a maio conseguiram R$ 26,6 mil clientes. No Nordeste as cooperativas têm hoje 2.111.436 segurados.

O IESS também revelou que a maior queda ocorreu no Estado de São Paulo, cuja perda foi de 73.321 beneficiários entre Maio de 2019 e Maio de 2020. Minas Gerais aumentou em 52.618 beneficiários no mesmo período reduzindo o impacto da queda.

Enquanto o Brasil tem taxa de cobertura regional com 22,1% da população protegida com algum tipo de assistência de saúde suplementar, o Nordeste tem apenas 11,4% quase um terço do que tema região sudeste com 32,9% da população assistida.


Por: JC Online