Com estoque de CoronaVac acabando, municípios vão priorizar aplicação da segunda dose

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco pactuou com os gestores municipais, na Comissão Intergestores Bipartite, que as vacinas remanescentes da Coronavac/Butantan devem ser utilizadas, prioritariamente como segunda dose, para completar a imunização de quem já tomou a primeira. A recomendação foi feita porque a última remessa encaminhada pelo Ministério da Saúde veio com 91 mil doses abaixo do volume esperado. Caso não haja estoque, os gestores municipais deverão fazer agendamentos de seus moradores do grupo prioritário para quando uma nova remessa chegar, prevista apenas para maio. Segundo o governo do estado, é imprescindível que, quando houver o imunizante, seja feita a segunda aplicação, garantindo a imunidade. De 17 de março, quando os municípios foram orientados a usar todas as doses na primeira aplicação, até hoje, Pernambuco recebeu 1,06 milhão de doses da Coronavac. Deste total, 596 mil foram destinadas para a primeira dose e 470 mil para a segunda. Há, portanto um déficit de mais de 126 mil doses da vacina Coronavac para completar a imunização dos pernambucanos. Na última remessa enviada, em 24 de abril, havia a expectativa de recebimento de pelos menos este quantitativo. Mas foram entregues 28,4 mil unidades do imunizante produzido pelo Instituto Butantan. "É importante reforçar que o indivíduo que recebeu a primeira vacina não perderá essa dose. À medida que cheguem mais vacinas, será finalizado o esquema, sem perda de eficácia do imunizante", frisou a superintendente de Imunização da SES-PE, Ana Catarina de Melo. Com esse problema na distribuição da vacina da Coronavac/Butantan pelo governo federal, também ficou decidido que, nas entregas futuras, Pernambuco dividirá os imunizantes para ambas as doses. Segundo informou o estado, o Ministério da Saúde orientava dividir as vacinas desse fabricante, guardando as doses destinadas às segunda aplicação, já que a vacina de reforço deve ser feita em um intervalo de 21 e 28 dias após a primeira. Já os quantitativos enviados entre os dias 17 e 25 de março, também por recomendação do próprio órgão federal, foram exclusivos para uso como primeira dose. Na ocasião, o ministério assegurou o repasse das segundas doses em tempo oportuno para garantir a correta imunização da população.


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