Cais do Sertão homenageia patrimônios vivos de Pernambuco com série no Instagram

O legado artístico e cultural de entidades e grupos que são Patrimônios Vivos de Pernambuco será homenageado pelo Centro Cultural Cais do Sertão. Durante esta semana, o museu realizada posts semanais em suas redes sociais dedicados aos ícones da cultura popular do estado. O primeiro a ser destacado é o xilogravurista J.Borges, que mantém ateliê no município de Bezerros, no Agreste pernambucano. As publicações irão ao ar sempre às segundas-feiras, no perfil oficial do Instagram do Cais (@caisdosertao).

Todo o trabalho de pesquisa e curadoria ficou a cargo das equipes de conteúdo e educativo do museu. As obras de J. Borges rodaram o mundo e também fazem morada no Cais do Sertão, que exibe 60 xilogravuras que ilustram a migração do Sertão para a cidade, no painel presente no Território Migrar. J. BORGES José Francisco Borges nasceu em 1935 no município de Bezerros, onde iniciou a vida artística e reside até hoje, escrevendo, ilustrando e publicando os seus folhetos. J. Borges começou a trabalhar aos 10 anos, dedicando-se à agricultura e à venda da colheita nas feiras da região. Como um dos primeiros impulsos artísticos, o jovem aproveitava a oportunidade para comercializar colheres de pau que ele mesmo fabricava. Em 1964, começou a escrever cordel e a fazer xilogravuras, entalhando madeira de pinho e imburana. Na década de 1970, o artesão teve suas obras e técnicas reconhecidas nacionalmente como uma atividade cultural. O ateliê, que no início fabricava figuras apenas para ilustrar suas histórias, atingiu uma marca de 200 cordéis e dezenas de xilogravuras de capa. Atualmente, os produtos que narram o cotidiano do sertanejo pobre, do cangaço, do amor, dos folguedos juninos e até de crimes e corrupção são impressos em larga escala e vendidos para colecionadores e público vindo de diversas partes do mundo.


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