Brasileiro, médico assistente é vacinado contra a Covid-19 nos EUA, diz que sensação é de alívio


O compositor caruaruense Onildo Almeida escreveu em versos que "de tudo que há no mundo tem na Feira de Caruaru". Pode-se dizer que não somente na feira, mas também no município do Agreste de Pernambuco – que costuma ser chamado de "país" pelos moradores – tem de tudo que há no mundo, até filho da terra vacinado contra a Covid-19. Xará do compositor de "A Feira de Caruaru", o médico assistente Onildo Campos Neto, de 46 anos, é um dos primeiros caruaruenses a tomar a vacina.


Onildo nasceu na Capital do Agreste e se mudou para os Estados Unidos há seis anos. Lá, ele trabalha como assistente de neurocirurgia em hospitais dos estados da Flórida e Dakota do Sul. O médico tomou a vacina da Moderna na segunda-feira (4). Um estudo publicado no New England Journal of Medicine no dia 30 de dezembro confirmou a eficácia de 94,1% do imunizante contra o coronavírus.


"A sensação de ser vacinado é de alívio. Pois, levando em consideração o número crescente de novos contaminados aqui nos Estados Unidos, os hospitais estão com uma média de 75% da ocupação dos leitos de Covid, pelo menos na Flórida", destacou o médico assistente Onildo Campos Neto.

A previsão para Onildo receber a segunda dose da vacina é de 21 dias. De acordo com ele, é o que recomenda a Moderna. O médico não chegou a fazer nenhum teste para confirmar se já havia sido infectado pelo coronavírus.


O assistente de neurocirurgia ressaltou que a vacina é de aplicação simples, no músculo do braço, e é indolor. O médico afirmou que não apresentou nenhum efeito colateral: "Em alguns casos raros pode dar dor de cabeça ou até uma febre leve, mas no meu caso não apareceu nenhum efeito". Ele foi vacinado no Hospital Westchester, em Miami, na Flórida.

Após tomar a vacina, Onildo aconselhou a população de Caruaru a fazer o mesmo, quando a vacinação contra a Covid-19 tiver início no Brasil. "Eu acredito que qualquer vacina, sendo aprovada pelos órgãos regulamentadores, que no Brasil é a Anvisa, que é um órgão extremamente criterioso e sério na regulamentação de produtos [...], eu acho que aprovado por tais órgãos não precisa a população ter medo", pontuou.


Por: G1/Caruaru

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