Banco Central apresenta nova nota de R$ 200

O BC (Banco Central) apresentou nesta quarta-feira (2) a nova nota de R$ 200, estampada com a imagem do lobo-guará. As cores predominantes da cédula são cinza e sépia e o formato é igual ao da cédula de R$ 20 (14,2cm x 6,5cm). De acordo com o BC, a nota começou a ser produzida em agosto deste ano e, até o final de 2020, 450 milhões de unidades devem entrar em circulação no mercado brasileiro, com o custo de R$ 113,4 milhões aos cofres públicos e injeção de R$ 90 bilhões na economia. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que "a nova cédula passa a ter valor legal a partir de hoje e vai entrar em circulação a medida que houver demanda". A partir de agora, começará uma campanha de divulgação sobre a nova cédula. As cédulas vão conter os elementos de segurança para evitar falsificações, que estão explicados em um site criado pelo Banco Central. Também há elementos para que pessoas com deficiência visual consigam identificar qual o valor da nota que estão segurando. Atualmente, o Real tem seis cédulas: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. O BC afirma que, entre os motivos para a maior demanda por cédulas e moedas, está o fato das pessoas guardarem mais dinheiro em casa e que, com a redução da atividade econômica, "mesmo os valores pagos em espécie aos beneficiários dos auxílios governamentais não retornaram com a velocidade esperada, porque há uma diminuição do volume de compras no comércio em geral". Além disso, em momentos de crise, pode haver saques para formação de reservas. A nota foi criada com o objetivo de atender o aumento da demanda por dinheiro em espécie durante a pandemia de covid-19. Escolha do lobo-guará A nova cédula é a sétima da família do real e a escolha da estampa de lobo-guará foi feita com base em uma pesquisa realizada em 2001. Na época, os dois animais mais votados para impressão foram a tartaruga marinha, usada na nota de R$ 2, e o mico-leão-dourado, na de R$ 20. O lobo-guará ficou em terceiro. O BC diz que esta não é a primeira vez que o animal aparece no dinheiro brasileiro. Entre dezembro de 1993 e setembro de 1994, o mamífero estampou a moeda de cem Cruzeiros Reais. (R7)