Acusado de assassinar a menina Beatriz se diz inocente, segundo advogado

O presidiário Marcelo da Silva, 40 anos, que foi apontado pela Secretaria de Defesa Social, há uma semana, como assassino confesso da menina Beatriz, se diz inocente. Em carta escrita na segunda-feira (17) e divulgada nesta terça-feira (18) por seu advogado, Rafael Nunes, o suspeito alega que confessou o crime sob pressão da polícia. O crime contra a menina de 7 anos aconteceu em 2015, dentro de um colégio particular de Petrolina,



"Eu sou inocente. Não matei a criança. Confessei na pressão. Pelo amor de Deus, eles querem minha morte, preciso de ajuda. Eu quero viver, estou com medo de morrer. Eu não sou assassino. Quero falar com a mãe da criança", escreveu Marcelo. O defensor dele apresentará mais detalhes sobre o assunto em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19).


“A confissão do Marcelo da Silva é hilária. [Ele estava] desacompanhado do advogado, com quatro delegados em uma sala e me parece que o Ministério Público também, além de diversos agentes [penitenciários]. Em uma hora dessas a gente confessa até o que não fez. Iremos pedir que ele seja reinquirido. Quando eu tive o primeiro contato com ele, ele me disse: ‘doutor, me ajude, eu confessei na pressão. Eu não matei Beatriz, eu sou inocente, doutor. Eles querem me matar’. Ele escreveu essa carta. Essa é a letra dele”, disse o advogado em entrevista à TV Guararapes. Com relação ao DNA na faca, Rafael julga "extremamente questionável".


"Há quem diga que com o DNA não se discute mais nada. Se discute sim. Por que só agora, depois dos genitores da vítima caminharem 700 quilômetros, o governador aceitar federalizar o caso, curiosamente, cai de paraquedas o DNA milagroso que afirma quem é o assassino de Beatriz. Precisamos ter acesso a essa perícia. Queremos colocar esse caso na mão de peritos renomados. Há quanto tempo esse DNA estava inscrito no banco de dados da polícia? Por que não mostrou antes? Por que só agora? Queremos a federalização desse caso”


O advogado também questionou o número de facadas e o argumento de que o assassino entrou inadvertido na escola. “Como é que uma pessoa que supostamente está bêbada entra em uma escola particular, onde está acontecendo um evento com 2,5 mil pessoas? Ele entra na escola, caminha entre as pessoas, passa pelas crianças, pede informação a um funcionário da escola. Ninguém percebeu que ele estava armado, mas a menina Beatriz percebeu? Ele se assustou com a menina? Acima de tudo, como é que ele conseguiu sair da escola todo ensanguentado sem ninguém perceber? Foram mais de 40 facadas. O secretário vem dizer que foram 10 facadas, mas na verdade foram 42, está na perícia", alega o defensor.




PARCEIROS TVLW-2021-4.gif